sábado, 12 de janeiro de 2019

Povo Kiriri/Caldas,MG/Pajé Agenilton: Com a Mãe Terra, manter o ciclo da...





Povo Kiriri, em Caldas, sul de MG. Pajé Agenilton: Com a Mãe Terra, manter o ciclo da vida. Vídeo 6 – 07/11/2018.

Toda luta por direitos é justa e legítima. Em se tratando da luta dos povos indígenas, então, trata-se de defender os direitos dos legítimos donos das terras brasileiras. No município de Caldas, sul de Minas Gerais, desde março/2018, 16 famílias do Povo Indígena Kiriri ocupam uma área de 30 hectares, até então abandonadas, sem cumprir qualquer função social. Nesse território, as famílias convivem com a Mãe Terra, com responsabilidade social e ecológica e convivem de forma harmoniosa entre si e com a vizinhança, mais de 120 famílias do bairro rural Rio Verde. Enquanto aguardam a colheita do que plantaram, a maioria dos indígenas da Aldeia trabalha, como boias-frias, colhendo batatas nas lavouras da região. Lutam pela posse permanente da terra pra que nela possam viver com dignidade e paz. A UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais) que, juntamente com o Governo de Minas Gerais, entrou com Ação de Reintegração de Posse contra o Povo Kiriri, voltou atrás em sua posição, e em reunião realizada no dia 07/11/2018, no Ministério Público Federal de Pouso Alegre/MG, manifestou-se favorável em ceder as terras para o Povo Indígena Kiriri e com os indígenas estabelecer parceria. O Povo Kiriri, agora, aguarda, com esperança, reunião marcada para o dia 24/1/2019, na Justiça Federal, em Pouso Alegre, em que este acordo deverá ser firmado. Nesse vídeo, o Pajé Agenilton, do Povo Kiriri, fala da importância da permanência dos indígenas na terra, do relacionamento desse povo com a mata e com todos os seres que nela vivem, com os encantados que os orientam e iluminam seus caminhos, suas decisões e da grande variedade de ervas medicinais usadas no tratamento de doenças diversas.

*Reportagem em vídeo de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Caldas, sul de Minas Gerais, 07/11/2018.
* Inscreva-se no You Tube, no Canal Frei Gilvander Luta pela Terra e por Direitos, no link: https://www.youtube.com/user/fgilvander, acione o sininho, receba as notificações de envio de vídeos e assista a diversos vídeos de luta por direitos sociais. Se assistir e gostar, compartilhe. Sugerimos.


A terra é sagrada, patrimônio da humanidade. Vice-Cacique Merong Kamakã ...





A terra é sagrada, patrimônio da humanidade. Luta do Povo Indígena Kiriri, em Caldas, sul de MG – Vice-Cacique Merong Kamakã Mongoió. 07/11/2018.

O povo indígena kiriri luta pelo direito de permanência nos 30 hectares de terra que ocupam, no município de Caldas, no sul de Minas Gerais, desde março/2018. As terras estavam ociosas, sem cumprir sua função social, e as 16 famílias que lá estão, vindas do centro-oeste da Bahia, por necessidade, encontraram ali um espaço onde puderam construir sua aldeia, um território que lhes fala de harmonia com a Mãe terra, com as matas e toda a biodiversidade nelas presente. Além disso, receberam e continuam recebendo todo apoio das 120 famílias do bairro rural Rio Verde, nos arredores da área em retomada. Uma grande Rede de Apoio - CPT, CIMI, Associação da Pedra Branca etc - se uniu ao Povo Kiriri nessa luta por seus legítimos direitos. Espera-se que em reunião marcada para o dia 24/1/2019, na Justiça Federal, em Pouso Alegre/MG, seja firmado o acordo de cessão dessas terras aos Kiriri, conforme posicionamento da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), em reunião realizada no dia 07/11/2018, no Ministério Público Federal, em Pouso Alegre/MG. Nesse vídeo, o depoimento eloquente do Vice-Cacique Merong, do Povo Indígena Kamakã Mongoió, que une-se aos parentes nessa luta e fala, com muita propriedade, da Mãe terra e do que ela representa para os Povos Indígenas. Se para o capital e para os capitalistas do agronegócio a terra é mercadorias a ser explorada, comercializada, para seus legítimos donos, os Povos Indígenas, a terra é sagrada, é patrimônio da humanidade, e dela só querem retirar o suficiente para sobreviver, com consciência ecológica e social.

*Reportagem em vídeo de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Caldas, sul de Minas Gerais, 07/11/2018.
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Lapinha, na Serra do Cipó/MG: Santuário encantado a jorrar vida/Vídeo 2 ...





Lapinha, na Serra do Cipó, em MG: Santuário encantado a jorrar vida - Vídeo 2 - 04/01/2019.

Há quem acredita que só se pode chegar ao paraíso após a morte. No entanto, sem morrer, nos primeiros dias do ano de 2019, estivemos em um paraíso natural e sagrado: a Lapinha, na Serra do Cipó, no município de Santana do Riacho, MG. Por estrada rústica, ao longo de sete quilômetros da cidadezinha de Santana do Riacho até o vilarejo da Lapinha, a paisagem é exuberante. Montanhas, vegetação de mata, campo rupestre e cerrado – berço e útero das águas -, flores exalando perfume com odores variados e deliciosos; uma infinidade de nascentes jorrando água que formam pequenos cursos d’água. Sem poluição, o ar oxigenado alimenta nosso corpo sagrado. Ainda no alto de uma serra, de repente descortina-se um vale encantador. Ao fundo, a Serra da Lapinha, aos pés da qual está o vilarejo Lapinha da Serra, distrito do município de Santana do Riacho, entrecortada pelos córregos Mata Capim e Riachinho. Com grandes e imponentes paredões que reluzem cores, entre elas, o lilás, a Serra da Lapinha integra o complexo de serras e escarpas da grandiosa Serra do Cipó, situadas na porção sul da Serra do Espinhaço. Impossível não parar e contemplar a beleza natural daquele vale com a Serra, o seu grande lago artificial (barragem) e, ao fundo, os picos da Lapinha e do Breu. Na Lapinha da Serra encontramos o povo camponês nascido naquele território. Simplicidade, acolhimento e espontaneidade são traços característicos que experimentamos logo nos primeiros contatos. Ao conversar, percebe-se o imenso amor que têm por aquele lugar. Muitos amargaram por vários anos a vida surrada em Belo Horizonte, mas voltaram para o aconchego das suas origens na Lapinha. Ao redor se percebe um número expressivo de casas de pessoas da cidade que buscam um refúgio em ambiente de tranquilidade. Percebe-se também que os interesses do capital estão chegando com força, invadindo a Área de Proteção Ambiental (APA), o Morro da Pedreira e outras Unidades de Conservação (UCs) existentes na região. Após contemplar a beleza natural do Vale da Lapinha, onde está também uma barragem de uma hidrelétrica de uma empresa privada, e após conversarmos com o porteiro que dá acesso à Cachoeira das Pedras e à Cachoeira do Hapel e sermos autorizados a entrar, logo no início do percurso, já dentro do ambiente próximo às duas cachoeiras, senti e intuí que estava em um lugar não apenas de natureza exuberante, mas um lugar sagrado e profundamente místico. Lembrei-me subitamente da passagem bíblica do livro do Êxodo que diz que Moisés, ao pastorear o rebanho, na montanha do Horeb, no deserto, teve uma experiência mística ao contemplar uma sarça ardente. Um anjo do Deus da vida lhe disse no meio de um fogo ardente: “Tire as sandálias dos seus pés, porque o lugar em que você se encontra é uma terra sagrada” (Êxodo 3,5). Nessa experiência fulcral e fontal, Moisés fez a experiência de que o Deus Javé não é um Deus neutro, mas é um Deus que ouve os clamores dos oprimidos, desce, se aproxima do povo injustiçado, convive e caminha junto às lutas libertárias (Êxodo 3,7-9).

*Reportagem em vídeo de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Distrito da Lapinha - Município de Santana do Riacho/MG, 04/01/2019.
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Lapinha da Serra, na Serra do Cipó/MG, um paraíso natural e sagrado. Víd...





Lapinha da Serra, na Serra do Cipó, em MG, um paraíso natural e sagrado - Vídeo 1 - 04/01/2019.

Por frei Gilvander Moreira Há quem acredita que só se pode chegar ao paraíso após a morte. No entanto, sem morrer, nos primeiros dias do ano de 2019, estivemos em um paraíso natural e sagrado: a Lapinha, na Serra do Cipó, no município de Santana do Riacho, MG. Por estrada rústica, ao longo de sete quilômetros da cidadezinha de Santana do Riacho até o vilarejo da Lapinha, a paisagem é exuberante. Montanhas, vegetação de mata, campo rupestre e cerrado – berço e útero das águas -, flores exalando perfume com odores variados e deliciosos; uma infinidade de nascentes jorrando água que formam pequenos cursos d’água. Sem poluição, o ar oxigenado alimenta nosso corpo sagrado. Ainda no alto de uma serra, de repente descortina-se um vale encantador. Ao fundo, a Serra da Lapinha, aos pés da qual está o vilarejo Lapinha da Serra, distrito do município de Santana do Riacho, entrecortada pelos córregos Mata Capim e Riachinho. Com grandes e imponentes paredões que reluzem cores, entre elas, o lilás, a Serra da Lapinha integra o complexo de serras e escarpas da grandiosa Serra do Cipó, situadas na porção sul da Serra do Espinhaço. Impossível não parar e contemplar a beleza natural daquele vale com a Serra, o seu grande lago artificial (barragem) e, ao fundo, os picos da Lapinha e do Breu. Na Lapinha da Serra encontramos o povo camponês nascido naquele território. Simplicidade, acolhimento e espontaneidade são traços característicos que experimentamos logo nos primeiros contatos. Ao conversar, percebe-se o imenso amor que têm por aquele lugar. Muitos amargaram por vários anos a vida surrada em Belo Horizonte, mas voltaram para o aconchego das suas origens na Lapinha. Ao redor se percebe um número expressivo de casas de pessoas da cidade que buscam um refúgio em ambiente de tranquilidade. Percebe-se também que os interesses do capital estão chegando com força, invadindo a Área de Proteção Ambiental (APA), o Morro da Pedreira e outras Unidades de Conservação (UCs) existentes na região. Após contemplar a beleza natural do Vale da Lapinha, onde está também uma barragem de uma hidrelétrica de uma empresa privada, e após conversarmos com o porteiro que dá acesso à Cachoeira das Pedras e à Cachoeira do Hapel e sermos autorizados a entrar, logo no início do percurso, já dentro do ambiente próximo às duas cachoeiras, senti e intuí que estava em um lugar não apenas de natureza exuberante, mas um lugar sagrado e profundamente místico. Lembrei-me subitamente da passagem bíblica do livro do Êxodo que diz que Moisés, ao pastorear o rebanho, na montanha do Horeb, no deserto, teve uma experiência mística ao contemplar uma sarça ardente. Um anjo do Deus da vida lhe disse no meio de um fogo ardente: “Tire as sandálias dos seus pés, porque o lugar em que você se encontra é uma terra sagrada” (Êxodo 3,5). Nessa experiência fulcral e fontal, Moisés fez a experiência de que o Deus Javé não é um Deus neutro, mas é um Deus que ouve os clamores dos oprimidos, desce, se aproxima do povo injustiçado, convive e caminha junto às lutas libertárias (Êxodo 3,7-9).

*Reportagem em vídeo de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Distrito da Lapinha - Município de Santana do Riacho/MG, 04/01/2019.
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Povo Kiriri, em Caldas/MG: O direito à terra para quem nela está inseri...





Povo Indígena Kiriri em Caldas/MG - O direito legítimo à terra onde as famílias já estão inseridas e que lhes garante vida digna – Vídeo 5 – 07/11/2018

A luta do Povo Indígena Kiriri, em Caldas, no sul de Minas, é luta legitima e justa. Seus direitos, assegurados pela Constituição Federal do Brasil, de 1988, e por Tratados Internacionais dos quais o Brasil é signatário devem ser respeitados. Essa luta tem a ver com sobrevivência, com dignidade humana, mas também tem a ver com ancestralidade, com espiritualidade, com o sagrado e legítimo direito dos primeiros habitantes das terras brasileiras. Dezesseis famílias ocupam, desde março de 2018, uma área de 30 hectares, a 7 km da sede do município de Caldas/MG, e o que parece ser tão pouca terra, para elas é o suficiente. O que lhes interessa é a garantia de ter onde morar, plantar, colher e conviver de forma harmoniosa entre si, com a Mãe terra e toda a Natureza, e com a comunidade onde estão inseridas. Nesse período de ocupação, por duas vezes o Povo Kiriri, em Caldas, MG, foi notificado com Ação de Reintegração de Posse, reivindicada pelo Governo de Minas Gerais, mas seguiram firmes na luta e resistência por seus direitos, contando com o apoio da comunidade do bairro rural Rio Verde e de uma grande Rede de Apoio: CIMI, CPT, Associação da Pedra Branca etc. Em reunião realizada no Ministério Público Federal, em Pouso Alegre, MG, a UEMG manifestou-se pelo acordo de ceder as terras para o Povo Indígena Kiriri. A proposta da Universidade envolve também desenvolver parcerias com as famílias indígenas Kiriri. Espera-se, agora, que esse acordo seja firmado na audiência que vai ser realizada dia 24/1/2019, na Justiça Federal, em Pouso Alegre/MG. Esta é a esperança do Povo Indígena Kiriri e de todos os aliados/as. Nesse vídeo, os depoimentos da indígena Roseni Kiriri e de Fernanda Borges, mestranda da Unicamp, cuja pesquisa é sobre o Povo Kiriri.

*Reportagem em vídeo de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Caldas/MG. 07/11/2018.
* Inscreva-se no You Tube, no Canal Frei Gilvander Luta pela Terra e por Direitos, no link: https://www.youtube.com/user/fgilvander, acione o sininho, receba as notificações de envio de vídeos e assista a diversos vídeos de luta por direitos sociais. Se assistir e gostar, compartilhe. Sugerimos.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Povo Kiriri em Caldas/MG: na Mãe Terra a moradia, o sustento, a vida. Ví...





Povo Indígena Kiriri em Caldas/MG: na Mãe Terra a moradia, o sustento, a vida. Vídeo 4 - 07/11/2018.

A 7 km de Caldas, no bairro rural Rio Verde, 16 famílias do Povo Indígena Kiriri, vindo da Bahia na luta pela sobrevivência, ocupam, desde março de 2018, uma área de 30 hectares. Nessa área, construíram casas de pau a pique e barro, plantam lavouras de forma agroecológica, dedicam-se ao artesanato e convivem de forma harmoniosa entre si, com a natureza e com a vizinhança. Enquanto aguardam a colheita dos alimentos cultivados, os indígenas Kiriri trabalham nas lavouras de batatas da região como boias-frias. As condições de vida no dia a dia são precárias, falta estrutura, falta apoio do Poder Público, mas estar com a vida inserida na Mãe Terra, pisando o mesmo chão onde viveram seus ancestrais e ali viver com dignidade de acordo com sua cultura, suas tradições, seus ritos e sua espiritualidade ancestral, fortalece e anima o Povo Indígena Kiriri. Em reunião realizada no Ministério Público Federal, em Pouso Alegre/MG, no dia 06/11/2018, para tratar da Ação de Reintegração de Posse reivindicada pelo Governo de Minas Gerais, chegou-se a um acordo: a UEMG mudou seu posicionamento e manifestou-se favorável à cessão das terras aos Kiriri. Cheias de esperança, as famílias aguardam reunião marcada para o dia 24/1/2019, na Justiça Federal, em Pouso Alegre/MG, em que deverá ser firmado esse acordo feito pela UEMG. Esperamos que o governo de Minas dê anuência a um acordo que viabilize a permanência da Comunidade Kiriri no terreno ocupado. Antes, o terreno estava abandonado, sem cumprir sua função social. Agora, com a comunidade indígena o território cumpre sua função social e estará com a preservação ambiental garantida. Nesse vídeo, uma visão da moradia indígena na Aldeia e do seu artesanato.

*Reportagem em vídeo de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Caldas/MG. 07/11/2018.
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Na Aldeia Indígena Kiriri, em Caldas/MG, casa pega fogo. Vídeo 3 – 07/11...





Na Aldeia Indígena Kiriri, em Caldas, no sul de MG, casa pega fogo. Vídeo 3 – 07/11/2018.

Vindas do oeste da Bahia na luta pela sobrevivência, 16 famílias do Povo Indígena Kiriri, ocupam uma área situada no bairro rural do Rio Verde, a 7 km da sede do município de Caldas, sul de Minas Gerais. Na área, os Kiriri construíram suas casas de pau a pique e barro, plantam lavouras de forma agroecológica, sem veneno e, mesmo sem a estrutura adequada, passando por dificuldades pela falta de atenção do Poder Público, as famílias seguem lutando pelo sagrado direito de conviver em paz e harmonia com a Mãe terra e toda a natureza. Nesse vídeo, o depoimento do Sr. Zé, que, recentemente, teve sua casa tomada pelo fogo e perdeu praticamente tudo o que havia dentro da casa: móveis, geladeira, alimentos, roupas, calçados, documentos... A CPT-MG e a Rede de Apoio se mobilizam em campanha, contando com a solidariedade das pessoas de boa vontade para que ajudem o Sr. Zé e sua família com doações. Assim, a família poderá reconstruir a casa e colocar dentro do lar, novamente, o pouco que tinham. Obs.: Em outubro de 2018, o Povo Indígena Kiriri, em Caldas/MG, foi notificado da Liminar de Reintegração de Posse, reivindicada pelo Governo de Minas Gerais. Contudo, graças à luta desse povo e de toda a Rede de Apoio, em reunião realizada em Pouso Alegre, no Ministério Público Federal, a UEMG posicionou-se com acordo de cessão das terras aos Kiriri. Aguarda-se nova reunião com o Governo de Minas Gerais para firmar os termos desse acordo. Aguarda- reunião dia 24/01/2019 na Justiça Federal em Pouso Alegre, MG, na esperança de que o Estado de MG e o poder judiciário definam pelo acolhimento do direito da comunidade indígena Kiriri de continuar nos 30 hectares de terra sagrada que estão ocupando com o apoio de toda a comunidade da circunvizinhança, do Rio Verde, mais de 100 famílias.

*Reportagem em vídeo de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Caldas/MG, 07/11/2018.
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Zé Vicente: Não podemos perder a nossa essência, a nossa esperança. Víde...





Zé Vicente: "Não podemos perder a nossa essência, a nossa esperança". Vídeo 5 - 04/6/2018.

Zé Vicente – José Vicente Filho -, cearense de Orós, lavrador, poeta, músico, compositor e cantor das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) e dos Movimentos Populares, sempre em sintonia com o povo de Deus em caminhada, com as causas sociais, humanas e ambientais. Música profética, de espiritualidade libertadora e ecumênica. Em junho de 2018, Zé Vicente esteve em Belo Horizonte/MG, como assessor do Encontro de Leigos e Leigas do Estado de Minas Gerais e participou também do 4º ENA (Encontro Nacional de Agroecologia) e de Roda de Conversa na sede das Irmãs Paulinas. No dia 04/6/2018, Zé Vicente encontrou frei Gilvander para uma entrevista. Com serenidade, ternura e a lucidez própria dos cristãos do Evangelho de Jesus de Nazaré, Zé Vicente se manifestou a respeito de assuntos diversos. Sua fala expressa a fé, a esperança e a resistência que marcam sua poesia, sua música e sua vida. Como porta-voz dessa história construída a partir da fé transformadora, libertadora e profética, Zé Vicente fala desse tempo difícil que se abate sobre o povo brasileiro e sobre os Biomas e nos lembra que não devemos perder a nossa essência e a nossa esperança. Esperança ativa que nos faz despertar sempre, com encanto, com coragem, nas lutas coletivas e comunitárias.

*Filmagem de Maria do Rosário de Oliveira Carneiro. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 04/6/2018.
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

“Tem que ser agora”- Zé Vicente em entrevista a frei Gilvander – Vídeo 4...





“Tem que ser agora” - Zé Vicente em entrevista a frei Gilvander – Vídeo 4 – 04/06/2018.

José Vicente Filho – Zé Vicente – cearense nascido em Orós, em 1954, filho de pai paraibano e mãe cearense, é o terceiro dos dez filhos do casal. Poeta, compositor, músico, cantor, é autor de centenas de letras de músicas cantadas por milhares de comunidades cristãs do Brasil e de vários outros países por onde passa, principalmente da América Latina. Em junho de 2018, Zé Vicente esteve em Belo Horizonte/MG, como assessor do Encontro de Leigos e Leigas do Estado de Minas Gerais e participou também do 4º ENA (Encontro Nacional de Agroecologia) e de Roda de Conversa na sede das Irmãs Paulinas. No dia 04/6/2018, Zé Vicente recebeu Frei Gilvander, da CPT e uma conversa boa aconteceu, regada a muita música. Zé Vicente apresenta sua música como expressão do que vive, acredita e defende: a fé no Deus da vida, libertador, a opção pelos pobres e explorados, a luta do povo pela vida, em toda sua biodiversidade, o chamado à ação, a esperança ativa, a utopia. Cantando, o artista defende a ideia que é preciso lutar pela “vida e vida em abundância para todos e todas” (cf. Jo 10,10), pelo amor, e “tem que ser agora”.

*Filmagem de Maria do Rosário de Oliveira Carneiro. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 04/6/2018.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Zé Vicente – Olhos críticos para a realidade. Entrevista a frei Gilvande...





Zé Vicente – Olhos críticos para a realidade. Entrevista a frei Gilvander. Vídeo 3 -04/6/2018.

Zé Vicente, poeta, compositor, músico, cantor. Natural de Orós, Ceará. Canta e compõe desde 1981, fazendo de suas criações e voz, expressão de identidade e afirmação cultural, não só para o povo brasileiro, como também para os povos de vários outros países por onde tem passado. Zé Vicente é um artista apaixonado por seu povo, sua terra, suas raízes. Sua música está em sintonia permanente com as grandes causas humanas, sociais e ecológicas do nosso tempo. Durante sua estadia em Belo Horizonte/MG, no início de junho/2018, Zé Vicente abriu espaço em sua agenda, no dia 04/06/2018, para conversar com frei Gilvander, da CPT-MG. Na entrevista apresentou seu novo trabalho, o CD “Agora”, com músicas que dialogam com a atual conjuntura política, social e cultural do Brasil. Zé Vicente acredita que esse é o momento de somar forças e fortalecer a luta e a resistência por direitos.

*Filmagem de Maria do Rosário de Oliveira Carneiro. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 04/6/2018.
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Frei Gilvander entrevista Zé Vicente: Música que alimenta a a utopia de ...





Zé Vicente em entrevista a frei Gilvander: Música que alimenta a esperança e a utopia de um povo. Vídeo 2 – 04/6/2018.

O poeta, compositor, músico e cantor Zé Vicente esteve em Belo Horizonte/MG, no início de junho de 2018, onde participou do grande Encontro de Leigos e Leigas do Estado de Minas Gerais - no Ano do Laicato -, do 4º Encontro Nacional de Agroecologia (IV ENA) e de Roda de Conversa na sede das Irmãs Paulinas. No dia 04/6/2018, em entrevista a frei Gilvander, da CPT-MG, Zé Vicente falou da mística e da espiritualidade profética de sua música, sempre voltada para a realidade da vida, do povo, animando sua caminhada na luta por direitos, por libertação. Música que alimenta a esperança e a utopia de um povo que caminha e luta fazendo Opção pelos Pobres.

*Filmagem de Maria do Rosário de Oliveira Carneiro. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 04/6/2018.
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Zé Vicente: Um artista do nosso tempo, do nosso povo. Entrevista a fre...





Zé Vicente: Um artista do nosso tempo, da nossa hora, do nosso povo. Entrevista a frei Gilvander/Vídeo 1 - 04/6/2018.

Zé Vicente, José Vicente Filho, terceiro dos dez filhos de José Vicente Sobrinho e Susana de Oliveira Barros. Foi nessa família de lavradores, gente simples, festiva, religiosa, apaixonada pela poesia de Cordel e Luiz Gonzaga, que Zé Vicente foi criado, no sertão do Ceará, e mesmo hoje, aos 64 anos e muitas viagens a serviço das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), Movimentos Populares, Pastorais Sociais, entre outros Encontros promovidos pelo Povo de Deus em caminhada, mantém-se ligado ao seu lugar, sua gente, suas raízes. No início de junho de 2018, Zé Vicente esteve em Belo Horizonte/MG, onde participou do Encontro de Leigos e Leigas do estado de Minas Gerais, do 4º Encontro Nacional de Agroecologia (IV ENA) realizado na capital mineira e esteve também em Roda de Conversa com as Irmãs Paulinas. No dia 04/6/2018, abriu espaço em sua agenda para conversar com frei Gilvander, da CPT-MG (Comissão Pastoral da Terra). Zé Vicente, poeta, compositor, músico e cantor – um artista do nosso tempo, da nossa hora, do nosso povo.

*Filmagem de Maria do Rosário de Oliveira Carneiro e edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 04/6/2018.
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terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Pelo direito à moradia, despejo na Ocupação dos Carroceiros em BH, não! ...





Pelo direito à moradia, despejo na Ocupação dos Carroceiros em BH, não! Vídeo 2 - 30/12/2018.

Dia 30/12/2018, após reunião com as famílias da Ocupação dos/as Carroceiros/as de Belo Horizonte, MG, situada no bairro Tirol, na região do Barreiro, o advogado popular Thales Viote, do MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas) e da RENAP (Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares) coordenou a gravação de uma reportagem em vídeo. O vídeo 2 dessa reportagem é o que segue aqui.
*Reportagem em vídeo de Thales Viote, do MLB e da RENAP.
Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 30/12/2018. 

Para maiores informações, consulte a Nota Pública no link, abaixo:


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